Marcha Soldado: Galinha Pintadinha e sua turma

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Marcha Soldado Cabeça de Papel: episódio n°2 do DVD Galinha Pintadinha e sua turma, álbum de estreia do projeto infantil Galinha Pintadinha, lançado em 2009 com produção por Bromélia Filminhos.

Confira a letra da música “Marcha Soldado“:

Marcha Soldado
marcha soldado cabeça de papel

Marcha, Soldado
Cabeça de papel
Quem não marchar direito
Vai preso pro quartel
O quartel pegou fogo
São Francisco deu o sinal
Acode, acode, acode
A bandeira nacional

“MARCHA, SOLDADO, CABEÇA DE PAPEL, SE NÃO MARCHAR DIREITO VAI PRESO PRO QUARTEL”

Neste dia 15 de novembro está sendo comemorado, oficialmente, mais um aniversário da proclamação da República, ocorrida em 1889. O verso que compõe o título acima faz parte de uma música de cantiga de roda, feita especialmente para crianças. E por falar nelas, leia, agora, um breve histórico do serviço militar obrigatório no Brasil e sua relação com as crianças em idade escolar.
A emissão de carteiras de reservista no Brasil se deu no início do século 20 aos brasileiros do sexo masculino que não satisfizessem as condições mínimas necessárias para servirem nas forças armadas brasileiras.
Algumas décadas antes, Rui Barbosa (para surpresa e tristeza de seus fãs) criou um projeto para que o país tornasse obrigatória a marcha militar para crianças que frequentassem as escolas primárias. O projeto em questão fazia parte de um novo modelo de educação que o citado jurista pretendia implantar no país.
Com o advento da República (dez anos depois da proposta), os exercícios militares para crianças foram postos em prática, mas de início somente no Rio de Janeiro. Aos poucos outros estados foram contemplados também.
De acordo com as determinações, as crianças deveriam fazer, aos sete anos, diversos movimentos militares, e aos treze anos de idade, manejar armas de fogo. Isto mesmo: no Brasil, adolescentes eram estimulados, pelo próprio Estado, a pegar em arma, sob o pretexto de que todo jovem deveria estar pronto para se doar ao país, incondicionalmente.
Para variar, os professores ficaram com a incumbência legal de ensinar e liderar os movimentos militares, cuja determinação acabou se tornando um dos motivos do fracasso das marchas para crianças nos colégios brasileiros (por volta de 1950).
Outro fator que contribuiu para o referido fracasso foi o fato dos pais acharem que se as crianças estavam sendo treinadas desde cedo, era prova de que o Estado iria convocá-las prioritariamente em caso de guerra. O momento histórico facilitava esse medo: o mundo acabava de sair da Segunda Guerra Mundial.

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